|
| Classificação
F.C.I.:
Grupo 1 - Cães Pastores e Boiadeiros (Exceto
Boiadeiros Suíços)
Seção 2 - Cães Boiadeiros
Padrão FCI no 287 - 01 de setembro de 1997.
País de origem: Austrália
Nome no país de origem: Australian
Cattle Dog
Utilização: Como
seu nome indica, sua função primária, na
qual é incomparável, é o controle e o manejo
do gado, tanto em campo aberto, como confinado. Sempre alerta,
extremamente inteligente e atento, corajoso e confiável,
com uma implícita devoção ao dever, tornando-se
um cão ideal. Sem prova de trabalho |
APARÊNCIA
GERAL: de um cão de trabalho forte, compacto, simetricamente
construído, com habilidade e desejo de cumprir as tarefas a
ele atribuídas, embora árduas. Sua combinação
de substância, potência, equilíbrio e condicionamento
muscular rígido deve lhe conferir a impressão de grande
agilidade, força e resistência. Qualquer tendência
à rusticidade ou à fragilidade é uma falta séria.
COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: sua fidelidade e instinto
de proteção o tornam um cão ideal para a guarda
do fazendeiro, do rebanho e da propriedade. Embora tenha uma desconfiança
natural para com estranhos, deve ser de fácil manejo, particularmente,
em pista de exposições. Qualquer característica
que se afaste da estrutura ou do temperamento de um cão de
trabalho deve ser considerada como falta grave.
CABEÇA:
deve ser forte e proporcional às outras partes do cão,
mantendo as proporções de sua conformação
geral.
REGIÃO CRANIANA
Crânio: é largo e ligeiramente arqueado
entre as orelhas. Stop: leve, mas definido.
REGIÃO FACIAL
Trufa: preta.
Focinho: largo e bem cheio abaixo dos olhos, diminuindo
gradualmente para formar um focinho de comprimento médio, profundo
e poderoso, fazendo paralelismo de crânio/ focinho.
Lábios: fortemente ajustados e secos.
Bochechas: musculosas, sem serem grosseiras nem proeminentes.
Dentes: sadios, fortes, bem espaçados; fazendo
uma oclusão de mordedura em tesoura, com os dentes incisivos
inferiores fechando por trás, apenas tocando os superiores.
Como ao cão é exigido o difícil trabalho de tocar
o gado por controle ou mordendo, dentes sadios e fortes são
muito importantes.
Mandíbula: forte, profunda e bem desenvolvida.
Olhos: devem ser de forma oval e tamanho médio,
e, inseridos no plano da pele, devem expressar esperteza e inteligência.
Sua cor é marrom escuro. Quando um estranho se aproxima, um
brilho de advertência ou desconfiança é característico.
Orelhas: de tamanho médio, preferivelmente
pequenas; largas na base, musculosas, portadas eretas e moderadamente
pontudas, sem serem em colher ou de morcego. As orelhas estão
inseridas no crânio bem afastadas e inclinadas para fora; sensíveis,
no uso, e eretas quando em alerta; o couro deve ser grosso e a face
interna do pavilhão auditivo muito bem revestida de pêlos.
PESCOÇO: extremamente forte, musculoso e de
comprimento médio, engrossando para articular-se com o tronco,
e sem barbelas.
TRONCO: o comprimento desde a ponta do esterno até
as nádegas é maior que a altura na cernelha, guardando
a proporção de 10:9. A linha superior é de nível.
Dorso: forte.
Lombo: largo, forte e musculoso.
Flancos: profundos.
Garupa: de preferência longa e inclinada.
Peito: profundo, musculoso e moderadamente largo.
Costelas: bem arqueadas e bem anguladas, sem ser
em barril.
CAUDA: de inserção moderadamente baixa,
seguindo o contorno da garupa inclinada. Seu comprimento atinge, aproximadamente,
os jarretes. Em descanso, deve ser portada pendente numa curva bem
suave. Em movimento ou em estado de excitação, a cauda
pode ser levantada, mas em circunstância alguma qualquer parte
da cauda deverá
ultrapassar a vertical que passa pela sua raiz. A cauda deve ter uma
boa pelagem em pincel.
MEMBROS
ANTERIORES: fortes, ossatura de seção
redonda, estendendo-se até as patas e, vistos de frente, devem
ser retos e paralelos.


Ombros: fortes, inclinados, musculosos, bem angulados
com o úmero e, na cernelha, não devem ser muito próximos.
Embora os ombros devam ser fortes e de boa ossatura, ombros carregados
e frentes pesadas irão interferir na correta movimentação
e limitar sua capacidade de trabalho.
Metacarpos: devem apresentar flexibilidade e, vistos
de perfil, possuem discreta angulação com o antebraço.
POSTERIORES: são amplos, fortes e musculosos.
Vistos por trás, os posteriores, dos jarretes às patas,
são retos, paralelos, nem fechados nem abertos demais.

Coxas: longas, largas e bem desenvolvidas.
Joelhos: bem angulados.
Jarretes: fortes e curtos.
Patas: são arredondadas e possuem dedos curtos,
fortes, bem arqueados e mantidos juntos e compactos. As almofadas
plantares são grossas e profundas. As unhas são curtas
e fortes.
MOVIMENTAÇÃO: espontânea, fluente,
flexível e incansável. O movimento dos ombros e dos
membros anteriores, formam um conjunto de perfeito sincronismo com
a poderosa propulsão dos membros posteriores. É indispensável
a capacidade de movimentação repentina e rápida.
É de primordial importância a saúde e a agilidade.
Ombros carregados ou flácidos, não inclinados; fragilidade
nos cotovelos, nos metacarpos ou nas patas; joelhos pouco angulados;
jarretes de vaca ou em barril devem ser considerados faltas sérias.
No trote, as patas tendem a aproximar-se, ao nível do solo,
conforme a velocidade aumenta, entretanto, quando o cão está
em repouso, o
apoio nas quatro patas deve ser retangular.
PELAGEM
Pêlo: a pelagem deve ser lisa; dupla com um
subpêlo curto e denso. A pelagem de cobertura é fechada,
os pêlos são retos, duros e assentados, sendo resistentes
à chuva. Na linha inferior até a linha posterior dos
membros, a pelagem é mais longa e forma, próximo à
coxa, uma franja moderada. Na cabeça (incluindo a face interna
das orelhas)
e na face anterior dos membros, o pêlo é curto. Ao longo
do pescoço, é mais longo e mais duro. Como parâmetro,
o pêlo deve ter de 2,5 a 4 cm de comprimento. O pêlo muito
longo ou muito curto constitui falta.
COR
Azul: a cor deve ser azul, azul mosqueado ou azul
salpicado com ou sem outras marcas. As marcas permitidas são
o preto, azul ou castanho na cabeça, preferencialmente, distribuídas
de maneira uniforme. Nos membros anteriores, o castanho se apresenta
nas patas até o meio do antebraço e estendendo-se até
a face anterior do antepeito e
garganta, com castanho na mandíbula. Nos membros posteriores,
castanho na face medial das pernas e coxas, passando pela face anterior
dos joelhos e alargando-se para a face externa das pernas, desde os
dedos até o jarrete. É permitido o subpêlo castanho
no tronco, desde que não apareça fora da pelagem azul.
Marcas pretas no
tronco são indesejáveis.
Ruivo salpicado: a cor deve ser ruivo salpicado,
uniformemente distribuída por todo o corpo incluindo o subpêlo
(nem branco, nem creme), com ou sem manchas vermelho escuras na cabeça.
Marcas uniformes na cabeça são desejáveis. Marcas
ruivas no tronco são permitidas, mas indesejáveis.
TAMANHO
Altura na cernelha: nos machos, varia de 46 a 51
cm. nas fêmeas, de 43 a 48 cm.
FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão
deverá ser considerado como falta e penalizado na exata proporção
de sua gravidade.
NOTAS:
• os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência
normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
• todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia
física ou de comportamento deve ser desqualificado.